plataforma de arte CRIADA PELA ARTISTA Luanda no qual realiza sua prática artística e curadoria de projetos coletivos com outros artistas

CRONOLOGIA
[2016] A pesquisa artística e estudos em arte e cultura afro-brasileira a partir da diáspora afro-atlântica começou a adensar a partir do contato com o Terreiro de Umbanda; tanto prática e pesquisa foram sendo ampliadas durante meu Doutorado em Artes, no período de 2016 a 2021, no PPGAV – programa de pós-graduação em artes visuais, UFRJ.
[2017] Fiz uma iniciação no sagrado do Terreiro de Umbanda me tornando uma médium rodante (pessoa que incorpora no Terreiro e faz atendimentos ao público), cultuando os ancestrais afro-brasileiros, indígenas entre outros.
[2018] Nesse ano, ao escrever o texto para o exame de qualificação da tese de doutorado, nomeei o meu ateliê de “Ateliê Terreiro”, porque percebi na minha prática artística, muitas características da arte afro-brasileira.
[2019] Iniciei a construção de um grupo de estudos. Formei um grupo de pessoas racializadas que estudassem e/ou tivessem uma prática artística indígena e/ou afro-brasileira; que lutasse contra o colonial e o racismo, sendo pessoas antirracistas e contracoloniais.
[2020-2021] Durante a pandemia da covid19, o laboratório-grupo se encontrava via plataforma zoom. Além dos encontros quinzenais com o grupo, criei um evento no YouTube, “Ateliê Terreiro Convida”, com convidados externos ao grupo que contribuíssem com suas pesquisas e realizassem trocas com o grupo de pessoas do laboratório para a construção de um pensamento reflexivo, antirracista e contracolonial. E as “Ocupações indígena e afro-brasileira”, com artistas do laboratório/grupo, para exibir seus trabalhos de forma online nas redes sociais do Ateliê Terreiro.
[2022] Criei a mostra de vídeos “Video Gira”, convidando artistas e pesquisadores a trazerem obras e textos em video que dialogassem com o conceito de Arte de Terreiro e Arte Decolonial, com propostas contracoloniais.
[2023] Foi criada a “Mostra Onjila” para celebrar os 5 anos do Ateliê Terreiro, com objetos de arte e performances para montar uma mostra na sede do Ateliê. Os artistas convidados são escolhidos por fazerem “arte de terreiro” e contracolonialidade. A escolha dos artistas foi feita por Luanda junto ao curador Alexandre Sá.
[2024] Foi lançado o primeiro Edital que convocou artistas a produzirem bandeiras e estandartes para realizarem uma performance coletiva e uma mostra para celebrar os 6 anos do Ateliê Terreiro. O projeto se chamou “Bandeiras e Estandartes do Ateliê Terreiro” configurando uma mostra-cortejo com 37 artistas. Para o edital, houve um comitê de júri com Preta Évelin, Guillermina Bustos, Thaís Rivitti, Gustavo Torrezan e Alexandre Vogler.
[2025] Foi lançado o segundo Edital convocando artistas a produzirem cartazes para fazer uma intervenção urbana com lambe-lambe que vai celebrar os 7 anos de atuação da plataforma e saldar o Povo de Rua. Para esse novo projeto, teremos a equipe 7 Línguas que são os artistas: Luanda, Sérgio Xavier e Daniel Franco, curadores e produtores desse projeto.
HISTÓRIA
Desde seu início em 2017, o Ateliê Terreiro tem um cruzamento com a espiritualidade. Há cinco principais guias espirituais, afro-brasileiros, que acompanham os projetos de arte do ateliê. São eles, os Pretos Velhos: Pai Cipriano, Maria Conga, Vovó Ana, Maria do Rosário e Pai Benedito. Com essa inspiração, é realizada tanto a minha prática artística como os projetos coletivos do Ateliê Terreiro. Luanda, que também significa Aruanda (plano espiritual da Umbanda) é o nome que assino esse trabalho, sem sobrenome, para incluir essa “família ancestral”.
Assim, foi criada a plataforma de trabalho de arte, com um foco nas religiosidades afro-brasileiras, em especial a Umbanda e os estudos pós-coloniais. Temos um conceito de um ateliê expandido a performatividade, onde é realizado minha prática artística individual e a curadoria dos projetos coletivos. Acreditamos que o movimento do individual para o coletivo, e vice-versa, possam reverberar nas reflexões e produções artísticas de um Terreiro na Arte.
Bem-vinda/e/o ao Ateliê Terreiro.
Luanda
mais informações no site-blog do Ateliê Terreiro: https://atelieterreiro.wordpress.com
Projetos coletivos do Ateliê Terreiro
ATELIÊ TERREIRO GRUPO – 2.º Grupo de Estudos e práticas artísticas do Ateliê Terreiro (2025 – )
O grupo se reúne mensalmente para estudar Arte Decolonial e refletir sobre as práticas artísticas cruzadas com a espiritualidade afro-brasileira e indígena. Artistas participantes: Daniel Franco, Laura Franciscato, Raiana Moraes, Isaac Nicacio, Jessica Freitas, Luanda, Mirna Machado, Duda Bueno, Cláudia Lyrio
7 LINGUAS (2025)
No seu sétimo ano de realizações em artes visuais, o Ateliê Terreiro planejou um evento artístico na Pequena África, Rio de Janeiro-RJ, envolvendo uma intervenção urbana com lambe-lambe para celebrar os sete anos de atuação da plataforma e saldar o Povo de Rua. Para esse novo projeto, teremos uma equipe formada pelos artistas: Luanda, Sérgio Xavier e Daniel Franco, curadores e produtores desse projeto.
Foi escolhido um lugar que desse visibilidade e viabilidade para intervenções artísticas e que fosse próximo a sede do Ateliê Terreiro. A intervenção será realizada no edifício da loja Império das Velas que fica na encruzilhada entre o Beco das Sardinhas e a Rua Acre 69, bairro Saúde, Rio de Janeiro-RJ.
BANDEIRAS E ESTANDARTES DO ATELIÊ TERREIRO (2024)
É um projeto de mostra + performance coletiva realizado através do lançamento de um Edital para artistas. A ideia era propor uma bandeira ou um estandarte que tivesse como mote a arte de terreiro ou a arte contracolonial. Foram escolhidos 37 artistas de diversas cidades do Brasil, de norte a sul, e uma artista da Argentina. A mostra foi montada no Ateliê Terreiro. A performance coletiva em forma de Cortejo, saiu na Pequena África, passando por locais importantes da diáspora africana, a Pedra do Sal e o Cais do Valongo.
MOSTRA ONJILA (2023)
A mostra de artes foi criada para reunir obras em objetos de arte e performance que tem caracterizado uma arte produzida a partir do conhecimento ancestral de Terreiro. Em 2023, o projeto foi realizado com a curadoria de Luanda e Alexandre Sá.
VIDEO GIRA (2022 – 2023 – 2024 )
A mostra de vídeos foi criada a partir da minha experiência artística com realizações em vídeo e cinema que faz parte da construção de minha linguagem e trajetória em artes. Nesta mostra, o recorte curatorial gira em torno do conceito da Cultura de Terreiro, expandindo para propostas contra-coloniais. Ocorreram 8 edições.
ATELIÊ TERREIRO CONVIDA (2020 – 2021)
O evento consiste em uma apresentação da pessoa convidada e, em seguida, a apresentação de uma pessoa integrante do laboratório do Ateliê Terreiro, depois abrimos o debate para conversar com o público. Ele é realizado numa live no Youtube do Ateliê Terreiro.
Nos nossos eventos, já tivemos os convidados externos Jaider Esbell e Paula Berbert ( arte indígena contemporânea e espiritualidade), Ayrson Heráclito (arte e sagrado de matriz africana), Ricardo Basbaum (questões de práticas artísticas participativas, espaços de arte independentes e coletividade na arte contemporânea), Jorge Vasconcellos (devir quilombista), Ana Paula Lopes (curadoria a partir da perspectiva de Milton Santos) Joceval Santos (Orixás e culinária de terreiro), Pai Cléber/ Mèjitó Cléber de Gbsèn (práticas sagradas entre Umbanda e Candomblé)
ATELIÊ TERREIRO GRUPO – 1.º Grupo de estudos e práticas artísticas (2019 – 2022)
Os laboratórios iniciaram em 2019 e já foram formados por vários artistas. Coordenação do Grupo : Luanda.
ciclo 2022: Cipriano, Guto Oca, Luanda, Luísa Magaly, Rafael Muniz, Róger Brunorio e Vinícius Pastor.
ciclo 2021: Ana Paula Lopes, Carina Oliveira, Dirnei Prates, Guto Oca, Leandro Machado, Luanda, Luísa Magaly, Nathália Werneck, Orquídea Garcia, Pako Jacutinga, Raphael Couto, Roger Brunorio, Thaiana Rodrigues, Vinícius Pastor
ciclo 2020: Ana Paula Zaquieu, Andréa Hygino, Carina Oliveira, Carolina Rodrigues, Leandro Machado, Luanda, Lúcia Lombardi, Mariana Maia, Mariana Massena, Maíra Vaz Valente, Mery Horta, Renato Garcia, Robnei Bonifácio, Roger Brunorio, Vinícius Pastor
ciclo 2019: Andréa Hygino, Hellowa Correa, Luanda, Lúcia Lombardi, Lucie Vicent, Maria Ana Dias, Mariana Massena, Mayara Tenório Gomes, Robnei Bonifácio, Roger Brunorio, Vinícius Pastor
Foi feito um trabalho de uma experiência prático-teórica e atuação indivíduo-coletivo. O Laboratório teve a intenção de formar pessoas e formar seus próprios integrantes, como uma via de mão dupla, e acolhendo diversas histórias de cada pessoa. O que resultou foram as trocas que tivemos em cada encontro. Conversas que decolonizaram nosso pensamento e nossa prática artística.
