Portfólio

“Lagoa de Nanã, de Luanda no Centro Cultural da Justiça Federal durante o Festival Raizes. (FOTO: Bruna Prado / Brasilis Images )
“Lagoa de Nanã, de Luanda no Centro Cultural da Justiça Federal durante o Festival Raizes. (FOTO: Bruna Prado / Brasilis Images )
“Lagoa de Nanã, de Luanda no Centro Cultural da Justiça Federal durante o Festival Raizes. (FOTO: Bruna Prado / Brasilis Images )
“Lagoa de Nanã, de Luanda no Centro Cultural da Justiça Federal durante o Festival Raizes. (FOTO: Bruna Prado / Brasilis Images )
“Lagoa de Nanã, de Luanda no Centro Cultural da Justiça Federal durante o Festival Raizes. (FOTO: Bruna Prado / Brasilis Images )
“Lagoa de Nanã, de Luanda no Centro Cultural da Justiça Federal durante o Festival Raizes. (FOTO: Bruna Prado / Brasilis Images )
a “Lagoa de Nanã, de Luanda no Centro Cultural da Justiça Federal durante o Festival Raizes. (FOTO: Bruna Prado / Brasilis Images )
“Lagoa de Nanã, de Luanda no Centro Cultural da Justiça Federal durante o Festival Raizes. (FOTO: Bruna Prado / Brasilis Images )
“Lagoa de Nanã, de Luanda no Centro Cultural da Justiça Federal durante o Festival Raizes. (FOTO: Bruna Prado / Brasilis Images )
“Lagoa de Nanã, de Luanda no Centro Cultural da Justiça Federal durante o Festival Raizes. (FOTO: Bruna Prado / Brasilis Images )
1726 Fundo do mar número 9 – Série Fundo do Mar | 2025 | pigmento, pemba e água sobre lona de algodão | 300cm x 160cm

GIRAS NA TERRA, GIRAS NO MAR, 2024-2025

curadoria e texto de Fernanda Pequeno

exposição individual realizada no MHC – MUSEU HISTÓRICO DA CIDADE do Rio de Janeiro, organizada em duas galerias e nomeadas núcleo terra e núcleo mar, séries em cerâmica e pintura que dialogam com as religiosidades afro-brasileiras, em especial, a Umbanda, cosmologias ancestrais, circularidade e decolonialidade.

Fundo do mar n.8 – Série Fundo do Mar | pigmento mineral sobre lona de algodão | 400cm x 160cm
Fundo do Mar 1, 2 e 5 – Série Fundo do Mar | 2018 -2019 | pimento e água sobre lona de algodão | 137cm x 280cm x 5cm
Giras na Terra, Giras no Mar”, Galeria 2 – Núcleo Mar, vista parcial da série “Fundo do Mar” (20218-2024) “Carta de Liberdade de Sebastião Antônio”(1872) documento do MHC – Museu Histórico da Cidade
Conversa entre artista e curadora – MHC – Museu Histórico da Cidade | 23 de novembro/2024
“Orí de Nanã” | objeto-instalação de incorporação | cerâmica, pintura com barro, anil wagi e madeira | 65 x 65 x 130 cm (detalhe)
“Giras na Terra, Giras no Mar”, vista geral a Galeria 1, núcleo Terra
“Gira Pena Kapiá”, foto-performance | 2021 | “Rosário de Barro”, escultura-objeto | 2023

“Dolvina & Alvina” (2024), foto-cerâmica, díptico, bisavó e avó indígenas da artista, 28 x 21 cm ( cada foto-cerâmica)

KALUNGA KIA KOLELAKU, 2023

curadoria e texto de Luiza Interlenghi

exposição individual realizada no Abapirá para a proposição “Projeto Janelas”. O espaço de arte é localizado no centro histórico do Rio de Janeiro e foi apresentado um site specific com 8 obras que dialogavam com a casa e com a histórica Rua do Mercado. O título da exposição se refere ao terceiro capítulo da tese de doutorado da artista e significa “Mar Sagrado” ou “O Sagrado está se espalhando pelo Mar”.

“Desenhos dos Ancestrais” e “Oceanos” da Série Mesa de Griot | captação mediúnica | grafite, aquarela | dimensão 30 x 40 cm (8 peças) | 42 x 60cm (1)

Abertura da exposição Kalunga Kia Kolelaku em Maio de 2023

 

Performance Sonora

Idealização e performer Luanda | performer convidada Preta Evelin | esteiras de taboa, banquinhos de Pretos Velhos, alguidar com cera de velas branca preta e vermelha, prato de cerâmica, vaso de cerâmica, arrudas, figurino branco, terços brancos, bengala de galho de árvore e chapéu de palha | poesia da artista “Cada Gota de Cera é uma Lágrima do Passado”, música “Viva as Almas!” de autoria da artista | Citações às heranças africanas das Pretas e Pretos Velhos da Umbanda |O roteiro de som foi elaborado pela artista Luanda, com a poesia “Cada Gota de Cera é uma Lágrima do Passado” junto ao som do mar e trechos das músicas “Viva as Almas! “e outras músicas de herança africana em domínio público | duração da performance 21 minutos.

As performers caminham pela exposição e saem do espaço expositivo, encontrando a instalação, montada previamente pela artista Luanda, em frente ao casarão do espaço de arte Abapirá. Enquanto ocorre a ação ouvimos um áudio previamente gravado em estúdio, no qual a artista traz melodias cantadas a capela até iniciar a interpretação da poesia. Temos o som do mar que atravessa todo áudio até a chegada do samba “Viva as Almas!”. Na ação, as artistas apresentam uma Preta Velha e um Preto Velho , gotas de cera das velas são derramadas num alguidar, arrudas são ofertadas ao público junto a reflexão sobre a tragédia da escravização e a forte cultura africana que se espalhou por todo território brasileiro.

música “Viva as Almas!” de autoria de Luanda, som que finaliza as ações da performance “Terreirão”

final da performance “Terreirão” (2023)
“Terreirão” performance da artista Luanda com colaboração da artista convidada Preta Evelin. Vemos o vídeo editado com alguns momentos da ação.

créditos:
Terreirão | Performance | duração 20 minutos | 2023
idealizadora e artista performer : Luanda
artista performer convidada: Preta Evelin
Instalação: Luanda
Som | gravação, edição e mixagem: Haikal Estúdio
música Viva as Almas!: Luanda
Voz e Canto: Luanda
Violão : Ricardo Basbaum

LAGOA DE NANÃ, 2023

Performance

Ibiri (ferramenta sagrada de Nanã), alguidares, barro, ametistas, potes de cerâmica, pigmento roxo-lilás e água. A artista constrói uma lagoa e a mitologia da Orixá Nanã ao som de Orikis, Itans e Pontos de Nanã gravados e narrados pela artista. Duração 23 minutos. Fotografias Maria Baigur

video com trechos de registro da performance “Lagoa de Nanã”, 2023, apresentada no Ateliê Cidade Baixa em março de 2023

SÉRIE ANIL E CAFÉ, 2022 – 2023

Pintura

lado A: pigmentos anil, café e água sobre desenho com lápis dermatográfico em lona de algodão; lado B: texto poético “Cada Gota de Cera é uma Lágrima do Passado” escrito/desenhado sobre a lona de algodão com manchas de café e anil

263 cm x 160 cm

retrato do Preto Velho Pai Cipriano (lado A) e poesia “Cada Gota de Cera é uma Lágrima do Passado” (lado B)

SÉRIE ANCESTRALIDADE E ATLÂNTICO, 2022

Pintura-instalação

pintura e cerâmica | tinta acrílica, pigmento e água sobre lona de algodão

Dikenga – série Ancestralidade e Atlântico | acrílica e pigmento sobre lona de algodão, moringa de cerâmica | 220 x 160 cm (pintura), 30x20x20cm (cerâmica) | 2022
Sankofa – série Ancestralidade e Atlântico | acrílica e pigmento sobre lona de algodão, esfera maciça de cerâmica | 220 x 160 cm (pintura) 4x4x4 (cerâmica) | 2023
Série Ancestralidade e Atlântico no CCJF – Centro Cultural da Justiça Federal, janeiro a março de 2024

cachimba, 2022

texto de Monica Lima e Souza

Exposição individual, junho e julho/2022, Museu da História e da Cultura Afro-brasileira-MUHCAB, Rio de Janeiro

Maria Conga | Luiza Mahin, detalhe da pintura

Abertura da exposição Cachimba, Sala Mercedes Batista, MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-brasileira do Rio de Janeiro, junho | julho 2022
Vista parcial da exposição “Cachimba”. fotografia Guilherme Espíndola
Fundo do Mar n.5 – Série Kalunga, 2018, pintura, pigmento mineral e água, 137 x 270 x 5 cm. Fotografia Thales Leite

Série Histórias de liberdade e guias , 2021-2022

A série é apresentada como instalações, composta por 7 obras, 5 pinturas-instalações sonoras e 2 esculturas

PINTURAS: pigmento, acrílica, folha de ouro sobre tela, dimensão de cada pintura 140 x 86 cm,

OBJETOS: alguidar com ítens (dendê, vela, pemba, figa de guiné e café), banco de Pretos Velhos, fones de ouvido, compensado naval coberto por tecidos e esteira de taboa, placa de inox com identificação do/a Preto/a Velho/a , uma personalidade histórica do século 19 e o território onde viveu;

SONS: Pontos de Pretos Velhos cantados pela artista acompanhados por violão com o músico Ronald Valle, 2021, Ponto de Pai Cipriano (4 min) Ponto de Maria Conga (3min9seg), Ponto de Vovó Ana (1min5seg), Ponto de Maria do Rosário (1min56segmin) e Ponto de Pai Benedito (1min29seg)

ESCULTURAS: “Cachimba”, 2022, escultura, cerâmica e madeira, 86 cm x 100 cm x 300 cm; projeto executado na olaria Gereco Cerâmicas; “Rosário”, 2020, escultura, corda, plástico e madeira, 8cm x 10 metros x dimensões variáveis; pintura das contas realizada pelo artista Vinícius Pastor.

Pai Cipriano | Luiz Gama | Bahia, 2021, pintura, 143cm x 88,5 cm x 4cm. fotografia Thales Leite
Maria Conga | Luísa Mahin | Bahia, 2021, pintura, 143cm x 88,5 cm x 4cm. fotografia Thales Leite
Vovó Ana | Sonia Kilomba | Pernambuco, 2022, pintura, 143cm x 88,5 cm x 4cm. fotografia Thales Leite
Maria do Rosário | Josefina | Rio Grande do Sul, 2022, pintura, 143cm x 88,5 cm x 4cm, fotografia Thales Leite
Pai Benedito | Sergio das Curas | Rio de Janeiro, 2022, pintura, 143cm x 88,5 cm x 4cm. fotografia Thales Leite

As Pinturas

A proposta leva o espectador ao universo dos Pretos Velhos — mergulhando na cultura de Terreiro — porém, ao se aproximar das pinturas, descobrirá que está diante de personalidades importantes da nossa História, percebendo a dualidade da imagem, misturando histórias do mundo de Aruanda com o mundo da Terra. As pinturas colocam os Pretos Velhos sagrados como co-autores da história da cultura afro-brasileira ao relacioná-los a personagens históricos que temos como resistência político-cultural hoje. Essas duas figurações juntas são um duplo, no qual estão sendo feitas retratos pintados em que Pretos Velhos e as personalidades se encontram na mesma pintura. Esse efeito foi pensando rejuvenescendo os Pretos Velhos para aproximar de uma vida encarnada como personalidade histórica e ao mesmo tempo trazendo símbolos sagrados que os retornam como Pretos Velhos.

Detalhe da pintura-instalação sonora de Pai Cipriano – Luiz Gama (Bahia) 2021. fotografia Thales Leite
detalhe da pintura-instalação sonora “Pai Benedito | Sérgio das Curas (Rio de Janeiro)” 2022. fotografia Thales Leite
detalhe da pintura-instalação sonora “Vovó Ana | Sonia Kilomba (Pernambuco), 2022. fotografia Thales Leite

As Instalações Sonoras

Decidi propor nas cinco pinturas-instalações  da exposição Cachimba, um duplo retratado, ou seja, a apresentação de um personagem histórico e de um Preto Velho no mesmo rosto e com cores específicas, sendo circundado por suas cosmologias históricas e sagradas na pintura e nos objetos que compõe a instalação, alguidar com oferenda, banquinhos de Pretos Velhos de Terreiro e cânticos oriundos dos Pontos sagrados das Giras arranjados na combinação de minha voz e um violão. É a minha experiência de incorporação que está sendo passada ao visitante através da música cantada e escolhida para cada obra. Por isso tudo, posso sentar no banquinho branco, colocar os fones de ouvido e olhar para a pintura e o objeto, dando início a uma possível conversa, a leitura de uma história que está inscrita na pintura. Vejo que ao redor do retratado tem um universo, que se localiza acima do topo de minha cabeça, acima de meu sagrado orí , onde temos acesso a incorporação. Aos meus pés, contemplo uma oferenda localizada no chão bem próxima do corpo da pintura. A entidade está corporificada. Porque uma estrutura retangular dá corporeidade aquele rosto pintado que vemos, é composta de elementos significantes e por dimensões que verticalizam a peça. A pintura é expandida ao painel retangular de madeira naval coberto por cores preto e branco de tecido e/ou esteira cor de palha. A pintura se completa no painel com cores que dialogam com as tintas. Mas não há só um jogo de cores há também importantes signos referenciais de Cultura de Terreiro.” (trecho do artigo “Roteiro de visita para encontrar ancestrais sagrados que cruzaram o Atlântico” escrito por Luanda)

Pai Cipriano | Luiz Gama (São Paulo), 2021, pintura-instalação sonora, 220 x 160 x 170 cm
detalhe da instalação “Pai Cipriano | Luiz Gama (São Paulo)”, 2022, alguidar com azeite dendê
“Maria do Rosário | Josefina (Rio Grande do Sul)”, 2022, pintura-instalação sonora, 220cm x 160cm x 170cm. Fotografia Thales Leite
“Maria do Rosário | Josefina (Rio Grande do Sul)”, 2022, alguidar com velas
pinturas instalações sonoras “Vovó Ana | Sonia Kilomba (Pernambuco), 2022 e “Maria Conga | Luísa Mahin (Bahia)”, 2021
detalhe da pintura-instalação sonora “Maria Conga | Luísa Mahin (Bahia), 2021. fotografia Thales Leite
“Ponto de Maria Conga” , voz Luanda, violão Ronald Valle

As Esculturas

“…ressignificar histórias da nossa colonização com tantos elos perdidos em tantos aspectos ancestrais, culturais, sociais, políticos e econômicos. Apartar os Pretos Velhos da Arte, da História e da sociedade em geral, deixando-os apenas nos Terreiros, não é boa solução, o momento é de união de todas as partes da História e da Cultura afro-brasileira.” (trecho do artigo “Roteiro de visita para encontrar ancestrais sagrados que cruzaram o Atlântico” escrito por Luanda)

detalhe “Cachimba”, escultura, 2022. fotografia Thales Leite
vista geral da “Série Histórias de Liberdade e Guias”, 2020-2022, na exposição “Cachimba”, MUHCAB
Vídeo da abertura da exposição Cachimba, junho 2022

GIRA Pena Kapiá, 2021

Foto performance | políptico

impressão em papel fotográfico; a artista faz performances para a câmera com objetos, esteira, pena, cabelo e semente guarani kapiá (ou lágrima de nossa senhora). 52 x 92cm (cada uma)

Decolonizando com Ervas, 2020

Instalação e performance

dimensão instalação 300 x 250 cm, duração da performance 43 minutos

Exposição Perforcâmbio InCorporAção, live performance YouTube EPA

Ateliê Terreiro e Embaixada da Performance Arte – EPA

Apoio Encontro de Espaços Independentes de Arte – EEI Arte

https://emergencyindex.com/projects/2020/736-737

vídeo com o registro de toda performance

A performance “Decolonizando com Ervas” foi realizada durante uma ativação de uma instalação, que foi realizada em meu estúdio, para transmissão ao vivo pela internet. Representa um banho de ervas, os arquétipos da entidade espiritual Pretos Velhos e objetos sagrados afro-brasileiros. O roteiro da performance é marcado por três gestos simbólicos: o manuseio das ervas, a entoação dos Cantos e o banho de ervas no final da ação. Durante a ação, apresento a linha tênue que existe entre a prática artística e o transe, que é enunciada pelos sete cantos rituais, com a intenção de criticar o colonialismo e a diáspora africana. A maior frente de resistência dos africanos no Brasil foi o cultivo clandestino de suas culturas durante a escravidão, principalmente o sagrado. As religiões de matriz africana vivenciam grande preconceito e racismo no Brasil. Apresentar essa ação, realizada entre a arte e o sagrado e exposta em conjunto com uma instalação construída com elementos rituais, é significativa por reverenciar essa matriz africana sagrada, fundamental para a contribuição dos traços africanos presentes na cultura brasileira. O banho com ervas aromáticas, fundamental para a performance, é um gesto recorrente na vida dos praticantes do sagrado de matriz afro-indígena. Aqui, nesta peça performática, a ação, a montagem e a encenação são inspiradas nesta prática, mas a presença e a beleza das ervas com seu componente fitoterápico é particularmente ampliada, pois é tomado em uma quantidade muito maior do que o necessário, considerando o banho de uma pessoa. Por isso, leva para o meio ambiente o aroma e o cuidado, presentes no preparo do banho de ervas. Com a mediação de um altar de Pretas e Pretos Velhos, as entidades da magia e da sabedoria foi representado sob a roupagem de escravidão. No sítio arqueológico da nossa história atlântica, eles são os protagonistas ancestrais da luta pela igualdade social. O movimento de trânsitos nos mares do sul e do norte, para negociar políticas de sobrevivência, parte deles. A vela acesa sobre a mesa, pretende levar amor e liberdade para as almas que viveram em regime de cárcere, opressão e marginalização. Nossa ancestralidade compreende povos afro-indígenas que Outros insistem em tornar invisíveis, dizimando corpos e culturas. Mas ao montar essa imagem, por meio da performance e da instalação em artes, criamos novos hologramas misturando imagens do hoje e do passado e, portanto, um novo significado pode se tornar possível.

Instalação “Decolonizando com Ervas”
detalhe do topo da mesa da instalação “Decolonizando com Ervas”, 2020

PROCISSÃO DE PRETOS VELHOS:
DA AYMORÉ AO CRUZEIRO DAS ALMAS PRETAS, 2019

Performance

Exposição coletiva Plural, curadoria Daniela Name e Gabriela Davies, curadoria de performance Luana Aguiar, Galeria Aymoré, Rio de Janeiro, Brasil.

Performance com utilização da obra “Estandartes de Aruanda”, velas,  figurino para apresentar Pretas e Pretos Velhos, realizada na área externa da galeria, duração 30 minutos.

É uma performance que propõe um diálogo entre arte, espiritualidade e história, trazendo uma reflexão sobre a diáspora africana e seu desdobramento nos dias atuais nas vidas de pessoas negras e excluídas. Com a ideia de procissão como um ato performático no qual a artista Luanda reúne um grupo de pessoas para caminharem juntas, lado a lado, com o mesmo propósito – trazer à memória a diáspora e a luta pela liberdade –  no período colonial e que consequências temos disso nos dias atuais. Enquanto todos caminham juntos, a artista vai cantando Pontos da Umbanda que narram uma trajetória vivida por muitos, como a travessia do Atlântico, o trabalho, a liberdade e a transformação de algumas pessoas escravizadas na Entidade Pretos Velhos. A performance termina com o cântico de um Ponto que cita o cruzeiro das almas, e convida todas as pessoas a colocarem as velas ali. No final da performance, transmutamos nossa memória escravocrata e voltamos libertos das amarras enraizadas em nossos pensamentos, decolonizamos. Durante o percurso, a artista está vestida com um figurino de Preta e Preto Velhos. O figurino revela alguns símbolos essenciais relacionados a Entidade. Para sinalizar a presença de ambos, ela vai alternando lenço branco, usado pelas Pretas Velhas, e chápeu de palha, usado pelos Pretos Velhos, durante o percurso.

Os Pretos Velhos representam o amor e a liberdade. É a alma de um escravizado que ascendeu e se tornou uma Entidade Religiosa da Umbanda. O trabalho dessa Entidade junto ao Orixá Omolu / Obaluaê é a regência do Cruzeiro das Almas. É um portal de passagem entre o mundo físico e o mundo espiritual. Ao citar os Pretos Velhos nessa performance em forma de Procissão, mostra que é preciso haver mais amor entre as pessoas para mudar a visão que temos de nós, sem discriminação racial, pois com amor poderemos ter um pensamento livre e um mundo mais libertário.

Maria Conga – Gestos, 2019

Vídeoperformance | duração 1 min 03 seg

sinopse: as mãos da artista fazem gestos, citando a Preta Velha Maria Conga. Sob a luz de velas, manipula sementes de kapiá (também conhecida como Lágrima de Nossa Senhora) junto a ervas secas.

A performance foi realizada pelas mãos da artista para evidenciar gestos que identificam o guia afro-brasileiro da Umbanda, os Pretos Velhos. Gestos que, muitas vezes, enunciam o amor, o perdão, a cura, a sabedoria e a beleza desse ancestral sagrado. Por isso, toda a performance é gravada num enquadramento em close a ação. O vídeo mostra a manipulação de um dos objetos simbólicos que representam as Pretas e os Pretos Velhos: o rosário. É uma das heranças simbólicas das culturas de matriz africana no Brasil junto ao catolicismo popular, importante na nossa formação cultural brasileira, remetem ao processo de aproximação e mistura de religiosidades, que desde o princípio, trouxe um traço de opressão e resistência.

Maria Conga-Gestos, 2019
Coleção Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul – MACRS

“Maria Conga-Gestos” | 2019 | videoperformance | 1 min 43 segundos

série mesa de griot (2019 – 2021)

Fotografia

registro, à luz de vela, das atividades ocorridas na “Mesa de Griot”, dimensão 100 x 150 cm,

A série tem 491 fotografias

“Série Mesa de Griot – tríptico”, 60 x 40cm, Coleção Quarantine (55SP) Acervo SESC SP

Fotografias dos rastros  “da cena” ocorrida no tampo da mesa da artista intitulada “Mesa de Griot”. Conforme as práticas diárias vão acontecendo no ateliê, vão construindo a narrativa da série. Muitos acontecimentos se misturam à produção artística, os desenhos, os textos, as velas acesas formam a composição que é fotografada. Nas imagens fotográficas, a presença do tom avermelhado escuro das fotografias apresenta a relação da cultura de terreiro e da arte contemporânea. São feitos enquadramentos em close de fragmentos da “Mesa” junto ao calor da luz da vela.

ATLAS, SÉRIE MAR NEGRO, 2016

Foto-instalação

fotografias do mar, retratos de ex escravizados e luz de Led sobre mdf cru, dimensão 600 cm x 200 cm x 15 mm

Dentro da Série Mar Negro, reuni diversos trabalhos que relacionam mar e escravização. Entre os trabalhos dessa série, estão o Atlas Atlântico, o Atlas Encruzilhada e o Atlas Quilombo. Os atlas foram construídos como instalações fotográficos e escultóricas, mostrando o problema colonial por via das águas do mar, dos rios e da chuva, ou seja, todas essas manifestações da natureza também associadas às Yabas, tais como, Yemanja para o mar, Oxum para os rios e Nanã para a chuva. No primeiro atlas, eu falo do momento da travessia do mar, salientando o desencarne dos corpos, no segundo falo dos cruzamentos/ embates que tiveram na escravidão e no terceiro a possibilidade de liberdade na estratégia de fuga para as organizações quilombolas. Cada cena histórica dessas se passa em um lugar energético da natureza, por isso essas associações às orixás femininas.    

ATLAS ATLÂNTICO
foto – Instalação, 500 fotografias do mar (10 x15 cm), 600 lâmpadas de led, 13 fotografias de arquivo de negros escravizados do Acervo Fotográfico do Museu Hipólito José da Costa, Acervo Fotográfico e Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, Fototeca Sioma Breitman. Fotos adesivados sobre estrutura arquitetônica em MDF cru – 600 x 220 x 0,15 cm

A RODA É A ÁFRICA, série Mar Negro, 2016

Objeto musical

roda em madeira com mapas de África e países Brasil, Portugal, França e Inglaterra em MDF cru, motor, sensor de presença, player MP3 com som de  Ponto de Preto Velho “Minha cachimba tem mironga, Minha cachimba tem dendê“, dimensão 60cm x 60 cm x 15cm

A roda é acionada pela presença de uma pessoa e começa a girar e tocar o Ponto de Preto Velhos “Minha cachimba tem mironga, minha cachimba tem dendê”. A ideia principal do trabalho é mostrar o alastramento da cultura africana nos países que manteve relações coloniais, como Brasil, Portugal, França e Inglaterra. Os países e o continente Africano foram unidos, formando no centro novamente o “mapa de África” em forma de oceano. Exibido na exposição individual “Mar Negro”, Paço Municipal, Porto Alegre, na exposição coletiva “Processos Abertos”, Galeria Mamute, Porto Alegre e na exposição coletiva AR no Espaço Apis, Rio de Janeiro.

Série FUNDO DO MAR, 2018-2025

Pintura

pigmento mineral e água sobre lona de algodão | dimensão de cada pintura 137 x 270 x 5 cm.

O mar apresentado nessas pinturas é o mar da travessia do Atlântico, onde morreram milhões de pessoas entre África, América e Europa. A partir dessa situação de “morte no mar” foram desenvolvidas as pinturas da série.

Temos uma série de pinturas das águas salgadas e dos ancestrais desencarnados no Atlântico. Pigmentos regados por muita água, vão adensando as camadas. Esse “fundo do mar” tenta apresentar um rastro da tragédia da travessia do Atlântico. Não só os corpos de milhões desencarnados durante a escravização, mas também antigos parentes que morreram no mar, na travessia do Atlântico. Com diversas camadas de água, diversos tipos de pigmentos azuis, e pequenas porções de pigmento branco, verde, ocre ou lilás, as cores vão se sobrepondo em poças de água, se misturam, involuntariamente formam índices de rostos diversos.

Luanda, “Fundo do mar número 5”, 2019, 137 x 270 x 5cm, exposição “Pelo mar que nos leva mais longe”, Galeria Mamute, Florianópolis – SC, Brasil, 2022
Fundo do Mar n.3, n.1, n.2, n.5 e n.4 – Série Kalunga | Galeria Vip | Cidade das Artes, Rio de Janeiro | fotografia Bendito Benedito, 2024

Fundo do Mar n.3, n.1, n.2, n.5 e n.4 – Série Kalunga | Galeria Vip | Cidade das Artes, Rio de Janeiro | 2024

SÉRIE Espiritual, 2019

Pintura

pigmento mineral e água doce sobre lona de algodão cru, 140 x 180 cm

Espiritual I, Coleção MAC RS – Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul , Porto Alegre/RS, Brasil

https://acervo.macrs.rs.gov.br/acervo-macrs/?perpage=24&view_mode=records&paged=1&order=DESC&orderby=date&fetch_only=thumbnail&fetch_only_meta=1052,1038,48813,1141,53382,1056,49162&search=Luanda

Espiritual II, Coleção privada, São Paulo/SP, Brasil

A série Espiritual, com manchas de cores quentes, vermelhas, alaranjadas, com amarelo ouro e dourado, é um trabalho que tenta apresentar as energias da ancestralidade no contato com o corpo humano em transe, ou seja, tentando mostrar em cores, tudo o que a artista sentia ao incorporar. Ao mesmo tempo que essas pinturas ocorriam no ateliê, eu estava num aprendizado de comunidade de terreiro, aprendendo sobre o equilíbrio dos chakras, o desenvolvimento do transe e o convívio com diversas práticas ancestrais. Um momento interessante para a artista, como uma profusão de acontecimentos e novas vivências de sabedorias de terreiro que estão presentes nas pinturas.

 

Espiritual II, Espiritual III, exposição “Liberdade 4 Atos”, Galeria Mamute, 2019-2020

Espiritual I – Série Espiritual [Coleção Particular / São Paulo]

Espiritual II
Espiritual III

Terreiro atlÂntico

áudio “Terreiro Atlântico”, duração 1min30

Exposição individual apresentada no projeto Bay Window, Galeria Mamute, Porto Alegre, Brasil

A apresentação foi organizada pela artista da seguinte forma, 1o Ato, pinturas da série Espiritual, 2o Ato, instalação Natividade de Oxalá, 3o Ato, vídeo performance Maria Conga, 4o Ato, objetos Estandarte de Aruanda junto a realização da performance “Procissão de Pretos Velhos – da Mamute à Igreja do Rosário” do lado externo da Galeria. Cada obra é apresentada como um ato político que mostra a intenção da artista em valorar a cultura afro-brasiliera proveniente dos Terreiros.

Todas as fotografias são da artista Vilma Sonaglio

vista parcial da exposição “Liberdade : 4 Atos

“Natividade de Oxalá”(2019) , instalação | toalhas, rosários, machados de Xangô, alguidar com luzes de Led, luz Led filamento suspensa

detalhe da instalação “Natividade de Oxalá”(2019)

Espiritual II e III, pinturas

Detalhe da instalação Natividade de Oxalá com machado de Xangô

“Gestos de Maria Conga”, 2019, vídeoarte | “Natividade de Oxalá”, 2019, instalação

CURA DE OXUM, 2017

Performance

a artista, vestida de branco, espalha e derrama sal bruto nas margens de um rio na Romênia, duração 1 hora

Performance realizada no In Context Residency Programme, Slanic Moldova, Romênia.


CRÉDITOS: equipe: Idealização e performer: Luanda | Produção executiva: Alina Teodorescu | Fotografia: Ovidio Ungureanu | Video: Dan Ciobanu | Figurino: Loredana Ciangau | Transporte: Moraru Benone | Apoio: Association of Art In Context, Chromatique, Atelie Couture e Prefeitura Slanic Moldova, Romaniae

Foi derramada meia tonelada de sal bruto espalhado entre as duas margens do rio, de joelhos sobre esse monte de sal, a artista vai empurrando e enterrando o sal na água, lentamente, como quem massageia um corpo e o liberta do excesso de sal. Para a artista o sal representa a escravidão, desde que soube que os escravizados, depois dos castigos das chibatadas eram enrolados em esteiras cobertas de sal para curar os cortes e serem castigados novamente. Por isso a performance tem um figurino próprio. O vestido branco usado pela artista funciona como uma sinalização da cultura local que é de origem eslava. As origens da palavra escravo vem da palavra inglesa slave que por sua vez vem de eslavo, intercambiando essas origens da escravidão num trabalho que é filmado na Romênia, mas se referindo a uma cultura afro-brasileira. Em nome da Orixá Oxum, entidade religiosa que rege as águas doces, o ato sugerido pelo título da obra de uma “cura da escravidão” pelo derramamento do sal na água é feito pela artista também com a intenção de recalcar essa memória. Essas ideias e formas estão inscritas na imagem filmada, exibindo a natureza, o sagrado e a cultura.

Mar Negro, 2017

Exposição individual, Paço dos Açorianos, Centro Histórico de Porto Alegre/RS, Brasil

indicada ao Prêmio Açorianos 2018, Porto Alegre/RS

Idealizado por Luanda, a exposição ofereceu ao público a relação entre o mar e a escravidão, com a instalação “Yemanja encontra os Pretos Velhos”, duas vídeo-instalações, “Mares” e “Batistmo”, a foto instalação “Atlas Atlântico” e o objeto musical “A Roda é a África”. Para ampliação das reflexões propostas nas obras da mostra, Luanda convidou 4 artistas, Claudia Paim, Andressa Catergiani, Marion Velasco e Antônio Bueno para realizar eventos paralelos durante os dois meses de exposição. Na abertura, convidou Mãe Angélica para cantar um Ponto para Yemanjá, e, no encerramento, convidou o historiador Pedro Ferreira Vargas para fazer uma visita guiada em seu projeto Museu do Percurso do Negro. A mostra contou ainda com um bate-papo entre a artista e a curadora Niura Ribeiro.

Mar Negro, exposição instalação, individual, 2017 [vista parcial]
Paço Municipal de Porto Alegre, galerias do Porão do Paço
convidada Mãe Angélica canta Ponto para Yemanja
Detalhe Atlas Atlântico, Série Mar Negro, 2017
Detalhe Instalação Yemanja encontra os Pretos Velhos, 2017
rede de pesca, arte naval com corda de marinheiro, objetos sagrados de Pretos Velhos e Yemanja
300 x 300 x 5 cm
Altar de Pretos Velhos, 2017
instalação: um banquinho branco de Pretos Velhos usado em terreiro, vaso com rosa branca, pires e vela acesa, um
copo de água. Realizada na exposição individual Mar Negro, Paço Municipal, Porto Alegre. O altar foi mantido durante os 2 meses de exposição, sendo recolocada a vela e a água.
Mares, 2016
vídeo-instalação: vídeo e 2 banquinhos brancos de Pretos Velhos usado em terreiro.
Fundo do Mar 5, Série Calunga, 2018
Pintura, Pigmento e água sobre lona de algodão
300 x 150 cm
Detalhe Atlas Atlântico, Série Mar Negro, 2017
600 x 220 x 0,15 cm
Batismo, 2017
Nomes de filhos de escravizados do livro de batismo de Irajá-RJ (1704-1707), em que foram resgistrados como escravizados ao nascer. Livro do acervo Manuscritos da
Fundação Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

Durante os Conflitos Políticos, 2017

Performance

a artista realiza um ritual para os ancestrais mortos no mar; sobre a lona de algodão cru, com tinta acrílica, água do mar, sal bruto e velas, ela revela uma história. Duração 1 hora.

A performance foi apresentada na exposição coletiva “Políticas Incendiárias”, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica – CMAHO, Rio de Janeiro, Brasil

Na performance, a artista sugere que um corpo miscigenado morreu num conflito político. Vemos a artista deitada sobre a tela, sendo desenhada por uma pessoa convidada a desenhá-la na tela. O “corpo-alma” da artista levanta para fazer seu próprio ritual. Vestida de branco, ao som de atabaques, rememora curas afro-brasileiras e indígenas, ritualizando a partir de seu próprio corpo desenhado simbolicamente à beira mar para apresentar os ancestrais que morreram no mar. Um rastro azul surge quase ao final da performance como índice da presença do mar, a cor é diluída pela água. O calor e cor das velas acesas suscitam almas da ancestralidade e remete ao calor das incorporações.

vídeo editado da performance “Durante os Conflitos Políticos
A artista Lídia Malynowskyj, colaboradora da performance “Durante os Conflitos Políticos” no Centro Hélio Oiticica, Rio de Janeiro-RJ.

SoprO, 2016

Vídeo performance

a artista manipula sal e areia, duração 10 minutos

Como um ritual para libertar escravizados, a artista, deitada na beira da praia, performa para abrir espaço no solo, com a força do sopro de uma presença feminina, empurra e/ou varre o sal da areia, ao som do vento e das águas do mar. Para a artista, o sal apresenta os castigos dados aos escravizados e a areia apresenta a pele deles. Assim a ação experimenta despertar memórias de um passado latente (escravagista) da história Atlântica.

GIRA patuá – sÉrie terreiro, 2018

fotografia

patuás realizados com ervas, flores e guia sobre fundo branco, dimensão 70 x 100 cm

O trabalho foi realizado durante a iniciação da artista no Terreiro de Umbanda em 2017. Os Guias afro-brasileiros manipulavam ervas, flores e rosário sobre as mãos da artista, durante a cerimônia sagrada, formando objetos orgânicos. A artista guardava e trazia para sua casa-ateliê para fotografar nomeandos-os de patuá.

Gira banda – série terreiro, 2018

objeto

ponto riscado sobre ponto bordado em pano de algodão, sementes de kapiá com ervas, rosa branca e búzios, dimensão 30 cm x 40 cm

Gira Banda, trabalho realizado em inspiração com Pai Cipriano

O Amor Nascerá, 2018

instalação sonora

exposição coletiva “Manjar: Amar em Liberdade”, aniversário de 3 anos, Solar dos Abacaxis, Rio de Janeiro, Brasil

banco branco de Preto Velho; “Gira Banda” (patuá com ponto riscado sobre ponto bordado); áudio da “Carta de Amor” do Preto Velhos Pai Cipriano, captação mediúnica da artista, caixas de som, mp3 player e seis esteiras de taboa em círculo.

instalação “O Amor Nascerá” no Solar dos Abacaxis, dezembro 2018. (fotografia divulgação Solar dos Abacaxis)

detalhe da instalação “O Amor Nascerá”, 2018

Série Cordas e Mares, 2015 – 2016

fotografias, vídeos, instalações e projetos

giras formam a série, dimensões variáveis

Os trabalhos desta série trazem a relação “mar e escravização” a partir de navegações realizadas pela artista no mar da Baía de Guanabara durante o programa de Residência Artística no Despina, Rio de Janeiro de outubro a dezembro de 2015.

Ação, fotografia, série Cordas e Mares

Atracação, fotografia, série Cordas e Mares
Limite, fotografia, série Cordas e Mares

Vocabulário afrodiaspórico – série cordas e mares

fotografia, palavras, oriundas da diáspora africana, escritas sobre o mar, dimensão de cada fotografia 30 x 40 cm

Limite – Série cordas e mares

Ambientes – SÉrie sinal vermelho, 2015

Vídeo instalação

combinação de diversas telas de fotografias, vídeos, pinturas e sons para falar do excesso de poluição na Baía de Guanabara, duração 30 minutos. Instalação | banco branco 150cm x 60 cm x 5 cm | projeção 16:9 em 5m x 3m | dimensão da sala 500cm x 400cm

Ambientes é composto por diversas imagens da poluição do meio ambiente e a morte da natureza na Baía de Guanabara especificamente na Praia de Botafogo. Um falso panorama em preto e branco é construído pela artista, adicionando os pontos de vista das Praia de Botafogo e Praia do Flamengo que alude ao cartão postal amplamente utilizado pelo turismo carioca e brasileiro. O falso Panorama é uma imagem estática em preto e branco que está presente em todo video. Há outros momentos panorâmicos que dão a noção de espaço da paisagem. As demais imagens dialogam com ele, falando sobre meio-ambiente, sobre a morte, sobre o lixo e a Natureza-Morta da História da Arte. A trilha sonora auxilia na construção desse espaço degradado da natureza. Temos 500 fotografias, 7 vídeos e 11 pinturas que compõe todo o vídeo.

frame do vídeo “Ambientes”